"Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia.Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem relações com essas coisas.Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo
que mutilá-lo."Carl Jung

sábado, 23 de fevereiro de 2013


Do Povo (é nóis, é nosso imposto), Para o Povo (é elis i nóis, nóis é Povo), na boca da Democracia, dus Dereito dus Mano e na manchete de DC de ontem, 5ª feira: R$ 2,34 por dia e "A Miséria Acabou".
Russa, fantasiada com o Paletózinho (Camisona ? Batinha ?) Vermelho e Presidenta da Escola de Samba Unidos do Mensalão, botou o bloco na rua em plena Quaresma, pra apresentar sua mais recente marquetagem, "A Miséria Acabou". Acredite ou vai em cana.
Tome umas e outras pra acreditar; não esqueça de uma talagada das boas para o Santo, se não o milagre mela; você sabe quem é o Santo que aprecia gordas talagadas.
Ao som de "A Miséria Acabou", o Santo lançou Russa candidata a Presidenta da Unidos do Mensalão por mais 4 anos, numa festança na quadra deles, sob emoção, choro e aplausos de todas as alas. O Santo falô e disse.
Com umas e mais outras, você entra em Alpha e acredita piamente que a miséria acabou, que o Pac desempacou, que a Fome Zero zerou e em qualquer outra patranha vinda do palanque de 2014, armado e habitado pela Russa e pelo Criador de Todas as Coisas, inclusive da mais santa corrupção de todos os tempos.
Não quero encrenca com essa turma – veja o sucedido que sucedeu com Toninho de Campinas e Celso Daniel – conte comigo fora dessa.
A Russa canta e nos espanta: "A Miséria Acabou" porque "ela agora dá" R$ 2,34 por dia para os mais miseráveis de todos os miseráveis da nossa Pátria Amada Salve Salve.
Do jeito que fala parece que a grana milionária sai da humilde bolsinha Vuiton dela, do ordenadinho dela.Presidenta ganha uma merreca, menos que Dirceu O Inocente Injustiçado e do que o João Paulo Cinquenta Contos Cunha.
Não misture a Russa Presidenta da Unidos do Mensalão com a Russa Verdadeira, da comunidade da Unidos de Vila Isabel, que é a campeã deste ano. Essa sim, mulher do povo, Russa Verdadeira porque comunista sincera que nunca precisou de verba oficial para apoiar quem quer que fosse.
Torço sempre pela Beija-Flor, propriedade do Corretor Zoológico inocente das acusações dos inimigos invejosos, brimo Aniz Abrahão e posso elogiar quem me dá na telha, então elogio a Russa Verdadeira.
A outra Russa nunca será Verdadeira por ser uma lenda urbana e não uma personagem real, da pura, da legítima, da mineira e de vez em quando também da gaúcha.
Russa Verdadeira apoiou Martinho da Vila, com quem teve a Martinália, na trilha do sucesso como cantora. Vai ter que carregar esse nome, imposto quando era um bebê indefeso e não tinha como protestar.
Protestava chorando e em vez de lhe trocarem o nome, trocavam a fralda ou davam mais uma mamadeira, reafirmando o velho brocardo: "Quem não chora não mama", mesmo que esteja com dor de barriga e não queira mamar. Uzômi chora i mama pra caramba nas tetas da Viúva.
Estou fantasiado de Miserável, fantasia que grudou em mim como cascão e não sai nem com Omo  Entro na Fila da Miserabilidade pra receber meus milionários R$ 2,34 e torrá-los comprando meia média com meio pão sem manteiga ou uma talagada da purinha de cabeça de alambique. Com a fortuna de R$ 2,34 todos os dias, estou feito – dia sim, uma talagada; dia não, meia média e meio pão sem manteiga. "País feliz é país sem miséria".
Depois a grana evapora, não dá pra nada, mas dá pra falar em tudo quanto é jornal, rádio e tv que "A Miséria Acabou". Se a Globo deu, aconteceu; se a Globo deu que "A Miséria Acabou", a miséria acabô.
O Brasil virou uma imensa Bahia com alegria permanente, praia, carnaval, Trios Elétricos com combustível caro ou barato todo santo dia, com chuva ou sem chuva, com Yvete Sangalo e a Outra Baiana, que é a própria Sangalo com outro nome. Uma e Outra são a mesma pessoa.
Felizes todo santo dia, quem sabe recebam incentivos culturais da Petrobras, o verdadeiro Ministério da Cultura que dá grana pra Escola de Samba cumpanhera, filme político cumpanhero, biografia cumpanhera do cumpanhero Lula, peças cumpenheras, times de futebol cumpanheros.
Como Cultura não dá dinheiro, a Petrobras desde o tempo do cumpanhero Gabrielli tá pra lá de Marrakesh de tão quebrada, quebrando junto a cambada de otários pequenos acionistas: eu, você, ele; nós, vós, eles.
O lulo-petismo celebra 10 anos de pudê com um festão festejando a corrupção do bem, a que é praticada para a inclusão e o bem de todos nós. Eles dão risada de nós há 10 longos anos.
Os festejos são abrilhantados pelos mais que mais festejados Lula, a Russa do Paletozinho Vermelho e os Mensaleiros Heróis do Povo, condenados e sentenciados pelo STF. Nos usos e costumes deles, condenação é condecoração. Se foi condenado e sentenciado, palmas pra ele.
Umas duas semanas depois que o carnaval acabou, o carnaval vai continuáááá no país da felicidade eterna, nunca antes vista “neçepaíz”, que canta "Tudo vai bem no melhor dos mundos", de autoria do Dr. Pangloss.
Gaste com moderação os R$ 2,34 por dia da Bolsa "A Miséria Acabou".

Há temas que, por sua magnitude e transversalidade, perpassam diversos outros, que aparentemente lhe são estranhos. É o caso da renúncia do papa Bento 16.
À parte as numerosas teorias da conspiração que a mídia mundial quis lhe atribuir, indiferente às explicações que ele próprio deu, constata-se que o entendimento do tema está contaminado por um despropósito: o conflito ideológico direita x esquerda, modernidade x ortodoxia. É intolerável que assim o seja - mas é.
Tal reducionismo, que chegou ao interior da Santa Sé, há muito inferniza a vida política e econômica dos países e se faz fortemente presente na América do Sul e, em especial, no Brasil.
Se já é uma distorção em relação aos países, impensável é que se tente estendê-la à religião.
Não existe religião progressista. Esse termo, altamente questionável na sua essência, não se aplica a uma instituição que tem por missão exatamente conservar um legado que se pretende eterno.
É, pois, uma contradição em termos classificar um religioso de moderno ou reacionário. São categorias estranhas ao tema.
No Ocidente cristão, ninguém é obrigado a ter uma religião. Se a tem, deve aceitar seus pressupostos; se não a tem, não faz sentido pretender moldá-los, menos ainda a partir de paradigmas que lhe são inteiramente alheios.
A terminologia direita-esquerda surgiu na Revolução Francesa, no fim do século 18, quando a Assembleia Nacional ganhou assento na Sala do Trono. O representante da aristocracia sentava-se à direita do rei; o da Assembleia, à esquerda.
Marx valeu-se desse simbolismo para atribuir à esquerda as questões de interesse popular e à direita os da elite dominante.
Quem dera fosse tão simples. Discutir temas como economia, ambiente e até valores morais a partir desses pressupostos conspira contra o bom-senso e a eficiência.
Por que, por exemplo, a economia de mercado seria de interesse apenas da elite se é ela, comprovadamente, a que gera riquezas e, por extensão, empregos a todos os segmentos sociais?
Não há um só país que, ao adotar o socialismo, tenha erradicado a pobreza ou melhorado a vida do povo.
Países que embarcaram nesse equívoco - e a Rússia é o exemplo mais evidente - saíram ainda mais pobres. Não obstante, a esquerda fez de temas como justiça social, direitos humanos e até defesa do ambiente sua reserva de mercado.
A história registra algo em torno de 100 mil cubanos mortos na sequência da Revolução Socialista, num país que, à época, tinha aproximadamente 8 milhões de habitantes. Foram cerca de 17 mil fuzilamentos e mais 80 mil assassinados em tentativas de fuga.
A ditadura chilena de Augusto Pinochet contabiliza cerca de 40 mil opositores tombados -menos da metade dos cubanos - e as estatísticas oficiais falam em cerca de 3.200 mortos e desaparecidos. No entanto, Pinochet é um monstro (e não discordo disso), enquanto Fidel Castro é, na visão de alguns, um herói. O que os diferencia? Um é de "direita" e o outro de "esquerda". Os dois são detestáveis.
Na questão do ambiente, a contradição é ainda mais berrante. Conspira-se contra o produtor rural, em meio a uma demanda mundial por aumento na produção de alimentos.
A ONU (Organização das Nações Unidas) avisa que, se a produção não aumentar 20% nos próximos dez anos, haverá escassez. E o Brasil é peça-chave nesse processo.
Mas a esquerda -sobretudo a ambientalista - insiste em demonizar o produtor rural. Arvora-se como única e legítima defensora dos direitos do povo, mas defende inocentemente a fome... do povo.
Esquerda e direita são, na verdade, um outro nome para extremismo e radicalismo irracionais, que já causaram muito desastre e muita dor à humanidade. Devem ser motivo de horror, e não de orgulho para quem quer que seja.
Como supor, no cristianismo, um sacerdote ou um pastor esquerdista se no Apocalipse de são João está dito que os justos sentarão à direita do Pai e os condenados à esquerda? Por aí se vê o despropósito dessa terminologia, sobretudo no âmbito religioso.

É difícil detectar como surgiram alguns achados brasileiros:
1.    O Chorinho. Não a música, mas a dose extra que nos é servida na maioria dos bares e restaurantes. Quando começou? Peça um uísque. O garçom trará a garrafa, para você conferir a procedência, exigência de uma economia que convive há séculos com contrabando e pirataria, servirá a dose numa pequena cuia de alumínio de 15 a 60 ml chamada dosador, ou medidor, passará o maltado para o copo com ou sem gelo, e em seguida banhará da própria garrafa as pedras que flutuam. É lançado o sorriso cúmplice, vem a piscada: "Só pra você, que é exclusivo".
Se você é da casa, sabe para que time o garçom torce e até o apelido dele, a dose extra é "no capricho", outra expressão brasileira dúbia, pois indica que há doses e porções que não vêm caprichadas, já que existem aquelas especiais para clientes preferenciais.
Com um chorinho, o cliente se sente mimado, qualificado. O estabelecimento aparenta ofertar mais do que o usual, fugir à regra, tratar você com devoção, sem mesquinharia, sem se importar com os lucros, pois foi com a sua cara, gostou do seu jeito,você é um cara bacana, que merece a quebra de protocolos. Ambas as partes ficam satisfeitas. Pode-se dizer que, como em Casablanca, é o começo e a prova de uma longa amizade.
No entanto, é evidente que a dose extra já está embutida no preço, que os R$ 20 em média que você paga por uma dose de um bom escocês envelhecido é exorbitante, já que a garrafa de um litro custa perto de R$ 100, dependendo do fornecedor - se não atravessou o Rio Paraná numa balsa improvisada, proveniente das destilarias do Chaco -, garrafa em que vem muito mais do que quatro ou cinco doses, talvez 30, talvez 40, ou 66,6 doses, se utilizado o medidor de 15 ml, cuja matemática tira do coma alcoólico o mais dedicado dos boêmios: está-se pagando R$ 1.320 por garrafa, 13,2 vezes mais. Portanto, o chorinho não é um favor,é um truque ilusório que entorpece e ilude o brasileiro.
Outro exemplo: o milk-shake que vem acompanhado pela sobra. O garçom deposita o copo de vidro e o de alumínio em que o sorvete foi batido.
Em lanchonetes, a sobra dá outra dose.
E tem aquela que a sobra é maior do que a dose original, como o prato "que dá pra dividir", outra invenção brasileira.
É verdade que é difícil dosar a quantidade de cada cliente. O que um surfista adolescente bebe ou come é diferente daquilo que uma modelo que fará teste para o próximo desfile deixa no prato, ou moças com colesterol alto e rapazes com glicemia alta evitam.
Mas se você se encanta com a generosidade de quem serve, relaxa. Está tudo embutido no preço.
2. Sertanejo Universitário. Universitário por quê? Tem pensamento pré-socrático, semiótica, behaviorismo, sociobiologia, antropologia e darwinismo social, niilismo e hipóteses do pensamento ocidental debatidas nas letras? Algum indício das contradições do pensamento marxista? Marx aparece como historiador ou economista? A dialética é retratada num rasta pé ou bate-coxa com diploma? Mimesis, de Auerbach, dá para ser anunciado. Rola a letra "Auerbach é das mais significativas referências, nos estudos de cunho hermenêutico, eu, eu, eu, de exegese literária, ai, ai, ai, fez uma abordagem original da questão da representação, sai do chão!"? Nada disso. Sertanejo universitário retrata o pensamento que rola fora das salas de aula nas baladas estudantis.
Como o forró universitário, que nasceu no Remelexo, casa de Pinheiros frequentada pela juventude dourada da USP, que queria em São Paulo aquilo que dançava nas férias de Trancoso, Itaúnas e Canoa Quebrada, o sertanejo universitário se apresenta como uma releitura distanciada do modelo anterior. É influenciado pelo sertanejo de raiz, de Tonico & Tinoco, Alvarenga & Ranchinho, e pelo sertanejo mullets, de Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, mas com um conteúdo que recupera a futilidade do novo pagode e detalha os efeitos macroeconômicos da expensão da fronteira agrícola e do lulismo - como exaltação do consumo, facilidade do crédito e mudanças na pirâmide social.
O Camaro, símbolo das pistas de corrida Nascar do Meio-Oeste americano, é retratado como uma arma para a vingança na batalha da luta de classes da sedução amorosa no sucesso de Munhoz & Mariano, Camaro Amarelo: "Agora eu fiquei doce igual caramelo, tô tirando onda de Camaro amarelo, e agora você diz "vem cá que eu te quero", quando eu passo no Camaro amarelo. Quando eu passava por você na minha CG, você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber, mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu véio, e resolveu os meus problemas, minha situação."
O antigo motoqueiro de uma humilde,mas eficiente CG 125 cilindrada, modelo da Honda de motor 4 tempos monocilíndrico arrefecido a ar, cuja potência máxima é de 11,6 cavalos e custa em torno de R$ 5,5mil, ficou doce e rancoroso ao adquirir um carro da Chevrolet, que custa a partir de R$ 200 mil, V8 de 406 cavalos, com câmera de estacionamento com visualização através de uma tela de LCD de sete polegadas.
"Do dia pra noite fiquei rico, tô na grife, tô bonito, tô andando igual patrão. E agora você vem, né? Agora você quer. Só que agora vou escolher, tá sobrando mulher", finaliza o novo-rico.
Já a dupla Ronny & Rangel, do sucesso Puxa, Agarra e Chupa, que virou obrigatório em formaturas universitárias, deu um troco mais ambicioso no projeto da dupla anterior. Camaro?
"Todo mundo fala de carrinho, mas meu negócio é outro, comprei jatinho, a playboyzada sai de caminhonete, meu avião lotado só de piriguete. Estoura uma champanhe pra gente comemorar, o clima tá gostoso, o bicho vai pegar. Vai se acostumando que ninguém é de ninguém. Ai meu Deus do céu, ram, hoje tem!"
Se Puxa, Agarra e Chupa era o reflexo de um evidente caso de transferência do desejo pela mãe, que impedia o autor de tomar atitudes, expor suas vontades ao viver encolhido num espectro de castração ("com as palavras eu me perco, eu não sei falar direito, e quando eu tô a fim, timidez é meu defeito"), Festa no Jatinho acredita no sonho sem limites, no projeto de redistribuição de renda, proveniente de um novo sertão rural irrigado, terra do agronegócio, de oportunidades que proporcionam inversão da pirâmide social aliada ao Prouni e sistema de cotas que oferece chances antes remotas de ascensão.
E pensar que Menino da Porteira e Chico Mineiro, compostos pela universidade da vida, deram em ganância e esnobismo "universitários".

terça-feira, 10 de julho de 2012

NINGUÉM COMENTA A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA – Texto original de ROSELY SAYÃO

De modo geral, não temos nos preocupado muito com a gravidez indesejada entre adolescentes.
De quando em quando, vemos campanhas que alertam sobre a necessidade dos cuidados para evitar a gestação nessa etapa da vida, mas nada realmente consistente ocorre a esse respeito.
As famílias e as escolas, as maiores implicadas com a formação dos jovens, costumam ignorar o tema. É que é mesmo difícil trabalhar com essa questão. Para os pais, porque a conversa com os filhos a respeito da sexualidade e de suas consequências costuma ser ora constrangedora, ora camarada em demasia. Para as escolas, porque a educação sexual no espaço público exige preparo para ser praticada.
Temos muitos motivos para colocar o assunto em pauta. Desses, cito apenas dois: o início da vida sexual tem sido cada vez mais precoce e a ocorrência da gravidez entre garotas é uma causa importante de tentativa de suicídio. Para falar bem a verdade, com essas duas razões nem precisaríamos de outras, não é verdade? Vamos pensar a respeito delas.
Por que os jovens têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo? Podemos levantar algumas hipóteses.
Primeiramente, porque vivemos em uma sociedade hipersexualizada. O erotismo, inclusive, perdeu lugar porque agora o que vale é o sexo. Músicas, imagens, publicações: tudo transpira sexo.
Junto a essa estimulação exagerada, precisamos lembrar que a infância tem sido cada vez mais curta. Meninas com idade próxima dos 10 anos já têm vidas dignas de mulheres: frequentam festas sem adultos, usam vestimentas provocantes, pensam em namorar. Muitas não pensam, apenas: já aprenderam, pela experiência, a conjugar o verbo namorar.
Nós estamos diante de um fato bem recente: a adolescência antecede a puberdade. Dessa forma, quando o corpo faz a passagem do infantil para o adulto, as experiências de uma vida adulta já são diversas.
Entretanto, essas experiências não são suficientes para precipitar a maturidade.
Por isso, os jovens praticam o sexo adulto de forma infantil: sem compromisso com os resultados que podem advir de seus atos. Não se previnem da gravidez, tampouco das doenças sexualmente transmissíveis. E fica bem claro o motivo: porque eles ainda não desenvolveram o que chamamos de autocuidado. Esse conceito significa a atenção que se exerce sobre si mesmo e que, para ser praticado, exige maturidade.
Pois bem: quando a gravidez acontece, a jovem, em especial, se sente perdida. O que acontecerá com a vida dela estando grávida? Já que são imaturas, a maior preocupação das garotas costuma ser a reação dos pais. E, sem saber como resolver a questão, a ideia suicida surge como a melhor solução, mesmo que a jovem não consiga ter o exato alcance desse ato.
As famílias podem ajudar a evitar que a situação com os filhos atinja esse ponto. Proteger a infância dos filhos é uma medida que costuma ser benéfica, já que a prática sexual adulta não costuma ser atraente para crianças. Além disso, manter o interesse verdadeiro pela vida do filho e manter com ele conversas significativas -conversas, e não sermões- são atitudes que podem ajudar muito.
Por sua vez, as escolas bem que poderiam elaborar projetos de educação sexual para seus alunos. Projeto significa planejamento, preparo, pesquisa de estratégias, metodologia, formação dos docentes, conhecimento dos alunos etc. Nesse assunto, trabalhos espontaneístas não produzem bons efeitos.
Por incrível que pareça, algumas escolas tentam, mas adivinhe, caro leitor: muitos pais se opõem a essa medida. Por que será?
Uma coisa é certa: não é silenciando a respeito da gravidez na adolescência que resolveremos a questão.

sábado, 30 de junho de 2012

EINSTEIN, DAVIES E O DEUS DE SPINOZA

ACREDITO NO DEUS DE SPINOZA: EINSTEIN

Albert Einstein (1879-1955), físico alemão de origem judaica que dispensa apresentações, quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens” Nesta mesma ocasião, o cardeal O’Connel, de Boston, publicou uma declaração na qual dizia que a teoria da relatividade “encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação”.
Posteriormente, em uma carta escrita em Berlim a um banqueiro do Colorado, datada de 5 de agosto de 1927, Einstein explica:
Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue, diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto apesar do fato de que a causalidade mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância - para nós, porém, não para Deus.
No artigo Religião e Ciência, que faz parte do livro Como vejo o mundo, publicado em alemão em 1953, Einstein escreve:
Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico (...). Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos (...). Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza se assemelham profundamente”.
E no artigo A religiosidade da pesquisa, no mesmo livro, Einstein defende que “o espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica”. Para ele a religiosidade do sábio
consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos.

DEVE HAVER UM NÍVEL MAIS PROFUNDO DE EXPLICAÇÃO DO UNIVERSO: PAUL DAVIES

Paul Davies nasceu na Inglaterra em 1946 e doutorou-se em física pelo University College de Londres. Ocupou cargos acadêmicos nas áreas de astronomia e matemática nas Universidades de Cambridge e Londres. Contratado como catedrático de física pela Universidade de Adelaide, Austrália, Paul Davies desenvolve pesquisas no campo da gravitação e da cosmologia, com ênfase no tema dos buracos negros e do big-bang. É autor de muitos livros sobre física, uma dezena dos quais para o público não-especializado, além de apresentar, com frequência, programas científicos no rádio e na televisão.
Em seu livro Deus e a nova física, publicado em inglês em 1983, diz Paul Davies:
A ciência só é possível porque vivemos num universo ordenado, que se conforma com leis matemáticas simples. A tarefa dos cientistas é estudar, catalogar e relatar a ordenação da natureza, não indagar a sua origem. Mas os teólogos têm argumentado, desde há muito, que a ordem do mundo físico é uma prova da existência de Deus. Se isso assim for, então a ciência e a religião adquirem um objetivo comum que é revelar a obra de Deus. Na realidade tem-se afirmado que o aparecimento da cultura científica ocidental foi efetivamente estimulada pela tradição judaico-cristã, com sua ênfase na organização intencional do cosmos por Deus - uma organização que poderia ser discernida pelo uso da pesquisa científica racional.
Aliás, nesta direção parece caminhar Einstein quando diz que a ciência
[...]só pode ser criada por quem esteja plenamente imbuído da aspiração à verdade e ao entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na esfera da religião. A esta se liga também a fé na possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão. Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a ciência sem religião é aleijada, a religião sem ciência é cega.
Paul Davies, ainda sobre a relação entre ciência e religião, se pergunta se a ciência teria florescido na Europa medieval e renascentista não fosse a teologia ocidental. E exemplifica com a China, que produziu inovações tecnológicas antes da Europa, mas que não as levou avante porque aos chineses faltava o conceito de um ser divino que formulara leis da natureza que os homens podiam compreender e utilizar.
Por sinal, é nesta mesma obra, A mente de Deus, escrita nove anos após Deus e a nova física, que Paul Davies nos lembra terem surgido muitas ideias sobre física fundamental nestes anos, tais como a teoria das supercordas, os novos desenvolvimentos na cosmologia quântica, a pesquisa de Stephen Hawking sobre o “tempo imaginário”, a teoria do caos e tantas outras, e acrescenta:
Tais acontecimentos assumiram duas formas diferentes. Primeiro, um diálogo muito mais intenso entre cientistas, filósofos e teólogos sobre o conceito de criação e temas conexos. Segundo, uma intensificação da moda do pensamento místico e da filosofia oriental, que alguns comentadores afirmaram estar em contato profundo e significativo com a física fundamental.
Paul Davies nos diz que, após a publicação de Deus e a nova física, ficou assombrado com a postura religiosa dos cientistas, que podem ser classificados em dois grupos: os religiosos e os não-religiosos; entre os religiosos, muitos praticam uma religião tradicional e em alguns casos mantêm os dois aspectos de sua vida, o científico e o religioso, separados, de tal modo que são governados pela ciência durante seis dias da semana e pela religião no domingo. Entretanto, um pequeno grupo de cientistas se esforça para dialogar com a religião, mesmo que o resultado seja uma visão bastante liberal da religião e uma atribuição incomum de significado aos fenômenos físicos. E mesmo entre os não-religiosos existe
[...] uma vaga sensação de que há algo além da realidade superficial da experiência cotidiana, algum sentido por trás da existência. Mesmo ateus mais empedernidos frequentemente têm o que foi chamado de sentimento de reverência pela natureza, fascínio e respeito por sua profundidade, beleza e sutileza, algo muito semelhante à veneração religiosa.
Paul Davies procura deixar claro sua própria posição: “Como cientista profissional, confio plenamente no método científico de investigação do mundo”. A ciência, para ele, demonstra a todo momento ser poderosa para explicar o mundo em que vivemos, mas o que existe de mais atraente no método científico é “sua intransigente honestidade”, pois, antes de ser aceita, cada nova descoberta tem que passar por rigorosos testes aplicados pela comunidade científica, o que possibilita a eliminação das trapaças de cientistas inescrupulosos”.
Acrescenta o físico que prefere não acreditar em fenômenos sobrenaturais, pois parte do princípio de que as leis da natureza são sempre obedecidas. Mas, mesmo assim, pensa que a ciência pode não conseguir explicar tudo no universo físico, já que “resta o velho problema do término do raciocínio explicativo”. Pois se as leis da física são tomadas como algo válido em princípio é preciso perguntar de onde vêm essas leis. Assim
[...] mais cedo ou mais tarde todos temos de aceitar algo como dado, seja Deus, ou a lógica, ou um conjunto de leis ou algum outro fundamento para a existência. Assim, as perguntas terminais sempre estarão fora do alcance da ciência empírica, na sua definição corrente (...) Provavelmente sempre deverá restar algum “mistério no fim do universo”.
Completando a definição de sua postura, Paul Davies diz que pertence àquele grupo de cientistas que não pratica uma religião tradicional, mas que nega ser o universo apenas um acidente sem objetivo.
Meu trabalho científico levou-me a acreditar, cada vez mais intensamente, que a constituição do universo físico atesta um engenho tão assombroso que não posso aceitá-lo apenas como fato bruto. Parece-me que deve haver um nível mais profundo de explicação. Querer chamar esse nível mais profundo de “Deus” é uma questão de gosto e definição.
Fontes
CALDER, N., O universo de Einstein, Brasília, Editora da UnB, 1988.
CAPRA, F., O Tao da física. Um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental, São Paulo, Cultrix, 1984 (original inglês: 1975).
DAVIES, P., A mente de Deus. A ciência e a busca do sentido último, Rio de Janeiro, Ediouro.
______. Deus e a nova física, Lisboa, Edições 70, 2000.
DUKAS, H. e HOFFMANN, B. (org.), Albert Einstein: o lado humano. Rápidas visões colhidas em seus arquivos, Brasília, Editora da UnB, 1984.
EINSTEIN, A., Escritos da maturidade, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1994.
______. Como vejo o mundo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1981.
GOLGHER, I., O universo físico e humano de Albert Einstein, Belo Horizonte, Oficina de Livros, 1991.
HAWKING, Stephen Buracos negros, universos-bebês e outros ensaios, Rio de Janeiro, Rocco, 1995
______. O Universo numa Casca de Noz, ARX, São Paulo, 2002.
______. Uma breve história do tempo. Do big bang aos buracos negros, Rio de Janeiro, Rocco, 1988 [reedição:2002]
PAIS, A., Sutil é o Senhor: a ciência e a vida de Albert Einstein, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1995.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Lenta Agonia da Liberdade

O mundo ocidental passa por um processo cada vez mais patente de restrição das liberdades. Países da União Europeia, e das Américas estão sendo cada vez mais dominados pela ditadura do politicamente correto que nada mais é do que um emaranhado de ideologias que, em nome de garantir as liberdades, cada vez mais calam e silenciam desde o cidadão comum até conglomerados da mídia.
Nem mesmo os Estados Unidos estão imune a este mal. Lá, como cá, as pessoas estão cada vez mais direcionadas a pensar da maneira como se quer que elas pensem e não de acordo com suas experiências e formação familiar.
Nas últimas quatro décadas pelo menos, idéias-força vêm sendo criadas com o objetivo de imprimir na mente da população, verdades universais que se tornam inquestionáveis e imunes a qualquer tipo de crítica ou questionamento. Exemplos não faltam. Para ilustrar, basta que alguém questione o aquecimento global antropogênico, seja contra a homossexualidade ou aos diversos tipos de cotas que imediatamente uma multidão de censores bradará contra seu posicionamento. Afinal, o homem é responsável pelo aquecimento global, a homossexualidade é linda e maravilhosa e as cotas são o supra-sumo da justiça. Qualquer opinião contrária a estes verdadeiros princípios fundamentais da humanidade deve ser censurada e criminalizada.
Sob os argumentos como "os gays precisam ser protegidos, o meio ambiente preservado, e os excluídos amparados", progressivamente são aprovadas leis que criminalizam toda a opinião divergente do determinado pelo politicamente correto. A lei anti-homofobia é o exemplo mais claro. Não obstante, toda a sorte de estudos científicos, estatísticos e históricos que questionem estes e outros princípios (feminismo, sustentabilidade, etc) é imediatamente relegado às trevas. Para estes estudos, não há financiamento público nem incentivo estatal. Muito pelo contrário. A campanha é justamente a da falsidade peremptória, onde tudo aquilo que vá de encontro aos postulados determinados é automaticamente considerado falso, não interessando se os métodos de pesquisa e os dados estejam rigorosamente corretos.
Para aqueles que pensam estar na escola a solução para esta padronização de idéias, atenção. É justamente nela que elas são replicadas e difundidas nas cabeças de nossos estudantes. Com o Estado tendo o monopólio do currículo educacional, nossos futuros pensadores serão apenas difusores das idéias-força determinadas pela elite esquerdista já estabelecida em todos os setores da política, educação e meios de comunicação.
O grande truque para o sucesso de tal lavagem cerebral é a difusão sistemática de que, para garantir a liberdade de todos é preciso proteger as assim chamadas minorias. Com este argumento romanticamente defendido e diabolicamente planejado, as pessoas começam a aceitar progressivas retaliações nas suas atitudes e opiniões. Não conseguem perceber que caminham lentamente para o controle estatal completo de seus pensamentos e atitudes em virtude se viverem iludidos em uma névoa de novas leis morais e comportamentais determinados pela "opinião pública" e "pela maioria", dois conceitos suficientemente abstratos para serem manipulados de forma a constituírem-se em expressão verdadeira da vontade geral, quando na verdade não passam de ferramentas utilizadas para a homogeneização do pensamento.
Com o controle dos mecanismos formadores de opinião e da educação fica extremamente fácil falsificar os dados: basta que se publiquem pesquisas de opinião em institutos "independentes" para que se transmutem na expressão inequívoca da verdade. Assim, a opinião publicada passa a ser a opinião pública, formadora e padronizadora de idéias.
Nenhum exemplo é mais ilustrativo para compreendermos como funciona este mecanismo como a famigerada lei anti-homofobia. Nesta lei a opinião contrária à prática homossexual é criminalizada. Vejam bem, a opinião! A desculpa: para garantirmos a liberdade dos gays que vivem num malvado país homofóbico. A proibição do fumo em bares e restaurantes segue na mesma linha: o proprietário do estabelecimento não pode permitir o acesso de fumantes em seu estabelecimentos. A desculpa: para preservar a saúde dos demais frequentadores. Vejam que de uma só tacada foram retiradas três liberdades: a do dono do restaurante de permitir fumantes, a dos fumantes de ir a bares e restaurantes e a dos que não fumam de escolherem se querem frequentar um ambiente com ou sem fumantes. A lei da palmada, sob a justificativa de proteger as crianças, retiram dos pais a liberdade de educar seus filhos como eles próprios foram educados o que, na maioria das vezes, requer uma palmada ou outra, além de impedir que as crianças recebam uma formação familiar, moral e religiosa sólida.
Estes foram apenas alguns exemplos de inúmeras leis que retiram liberdades individuais com a promessa de preservar estas mesmas liberdades. Sem percebermos, estamos tendo cada vez mais tolhida a nossa autonomia para expressarmos nossos posicionamentos morais, religiosos e culturais. Não bastasse a morte lenta desta liberdade, criam-se pequenos grupos imunes a qualquer tipo de crítica e dúvida, verdadeiros deuses da virtude. A desculpa para isto, é a mesma ladainha de sempre: preservar a liberdade.
Sob este argumento, a sociedade vai ficando cada vez mais segmentada e polarizada. Com a sucessiva concessão de privilégios legais às minorias e restrições à maioria, cria-se um ambiente de crise mais acentuado, propício ao surgimento de grupos radicais dos dois lados. Para contar os ânimos que vão se exaltando a sociedade como um todo passa a aceitar, inclusive a incentivar, um poder estatal ainda mais forte, a fim de conter as animosidades e colocar "ordem na casa". E adivinhem quais as medidas que são adotadas? Cerceamento de liberdades. O partido, que criou o problema, passa a ser vista como sua solução.
É a lenta agonia da liberdade que passa a abrir espaço para um verdadeiro totalitarismo. Tudo sob os aplausos calorosos de nossos intelectuais e estudantes devidamente fardados com a face negra de Che Guevara.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Curiosidades na História

Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946 .

Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.

Ambos estiveram muito empenhados em melhorar os direitos civis.
As esposas de ambos perderam filhos enquanto estavam na Casa Branca.

Ambos os Presidentes foram assassinados numa quinta-feira.

Ambos foram alvejados na cabeça.

A secretária de Lincoln tinha de apelido Kennedy,
E a secretária de Kennedy tinha de apelido Lincoln.

Ambos foram assassinados por homens do sul dos E.U.A. e ambos substituídos por homens do sul com o mesmo apelido: Johnson .

- Andrew Johnson, que substituiu Lincoln, nasceu em 1808.
- Lyndon Johnson, que substituiu Kennedy, nasceu em 1908

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.

Ambos usavam e eram conhecidos pelos seus 3 nomes, algo não muito praticado na cultura norte-americana.

A soma das letras dos nomes de ambos, dá o mesmo número: 15.

E agora, agarra-te à cadeira ! ! !

Lincoln foi assassinado dentro de um teatro de nome "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro Ford, modelo Lincoln.

Tanto Booth como Oswald foram assassinados antes de serem apresentados a julgamento.

E, para tornar tudo ainda mais misterioso,

Uma semana antes do seu assassinato, Lincoln esteve em Monroe, Maryland
e uma semana antes do seu assassinato, Kennedy esteve com Marilyn Monroe.