"Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia.Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem relações com essas coisas.Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo
que mutilá-lo."Carl Jung

sábado, 7 de janeiro de 2012

BONS E MAUS DARWINISTAS

Darwinistas bem pensantes se vêm frequentemente obrigados a explicar que aceitar tudo que Darwin disse a respeito de seleção natural, sobrevivência dos mais fortes etc. não significa acreditar que o que se aplica aos animais também se aplica aos homens. Ou seja, darwinismo social, não.
O próprio Richard Dawkins, o darwinista mais conhecido em atividade hoje, já disse em mais de um dos seus textos ser possível viver num universo amoral, o universo darwiniano em que a única regra é a vitória do que ele mesmo chama de “gene egoísta” na competição pela vida, e cobrar da sociedade humana um comportamento moral.
Darwinistas mal pensantes, claro, não precisam explicar nada. Para eles o darwinismo social justifica mercados desregulados, empreendedores aéticos e todas as manifestações do gene egoísta que tornam o capitalismo selvagem parecido com o mundo natural.
Darwin só não ganhou seu lugar na galeria dos heróis da livre empresa, ao lado do Adam Smith, porque são raros os poderosos e endinheirados que não atribuem sua boa fortuna a Deus, em vez da evolução.
Mesmo antes de Darwin nos dar a incômoda notícia de que todos descendíamos de macacos (menos os meus antepassados, que foram adotados) e que pertencíamos a uma espécie tão sem caráter quanto qualquer outra, essa divisão entre o que éramos e o que pretendíamos ser já existia.
O capitalismo moderno e a moral burguesa nasceram juntos e desde então vêm coexistindo nem sempre pacificamente. Há muito tempo vivemos em dois universos simultaneamente, um em que o poder do dinheiro tudo determina, da nossa vida política à nossa digestão — com picos de ganância sem controle do capital financeiro como o que originou a crise atual —, e outro em que ignoramos esta omnipotência e nos imaginamos seres racionais e até altruístas, ou em nada parecidos com um macaco egoísta.
Uma forma do bom darwinista conciliar sua crença na evolução amoral das espécies e sua crença de que o Homem é diferente é cultivar a ideia de que o desenvolvimento da consciência humana foi, mais do que uma evolução natural, uma mudança radical na história dos habitantes deste planeta.
Como nenhum outro bicho, somos conscientes de nós mesmos, do nosso passado e dos nossos possíveis futuros. Consciência não muda o poder do dinheiro nem assegura um comportamento moral da nossa espécie — ainda. Mas nos próximos milhões de anos, quem sabe?
A evolução ainda não terminou.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O AMOR

O amor é a essência do universo. É cada retalho - elaborado e costurado, pintado e esculpido - do qual somos feitos.
Toda dor, toda angústia é causada pela ilusão do isolamento, o que gera medo, separação, raiva e, finalmente, produz doença.
Você é o diretor, cenógrafo, ator e construtor de sua vida; ela não lhe pertence, o que lhe pertence é sua construção: deixar-se fluir, não perder as oportunidades, não assenhorar-se dos fatos e das pessoas e simplesmente criar com prazer
Sócrates passeando pelo comércio de Atenas, ao ser assediado por mercadores disse: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

A. A. V. R.

Quero externar, aqui, meu absoluto apoio ao filósofo Olavo de Carvalho, quando sugere, para eliminar a polêmica em torno do aborto e satisfazer os instintos humanitários dos adeptos dessa prática, uma solução fácil e rápida que denomina Auto-Aborto Voluntário Retroativo (A. A. V. R.).
O autor inspira-se no exemplo de um francês, deficiente físico, que processou seus pais por não o haverem abortado. Processou e ganhou. Ora, se um erro pode ser punido, com muito mais razão deve poder ser corrigido. Cada amante do aborto, portanto, pode alcançar a plena satisfação de suas reivindicações esmagando o próprio crânio a fórceps ou por meio de qualquer outro instrumento obstétrico apropriado e solicitando, antes ou depois desse ato cirúrgico, a anulação do seu registro civil de nascimento. Consumada a sua total erradicação do mundo físico e histórico, o distinto ainda teria a satisfação de poder ingressar na esfera do além portando um curriculum mortis idêntico àquele de milhões de bebês que, antes dele, exerceram o direito inalienável de ser abortados.
Observo, de passagem, que, se a apologia do abortismo é feita em nome da liberdade da mulher dispor do seu próprio corpo, a sentença acima referida mostrou que para os próprios abortistas essa liberdade não existe de maneira alguma, já que negam a cada mãe o direito dar prosseguimento a uma gravidez que seu filhinho, no futuro, possa vir a julgar indesejável.
Dessa forma, o A. A. V. R. protegerá os abortistas contra esse tipo de encrencas lógicas, modelo exterminador-do-futuro, retirando-os deste baixo mundo antes que alguém se dê conta de que são completamente loucos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

FALEM A NOSSA LÍNGUA!

Sexta economia do mundo! Estamos às frente do Reino Unido! Temos um enorme e saudável PIB! O que é isso, companheiros?!?
Traduzam esse português para o português. Falem o idioma dos brasileiros. A língua que o povo que mais paga impostos no mundo é capaz de entender.
Traduzam essas basófias em qualidade de vida. Digam o que é mesmo que esse sexto lugar no mundo global econômico representa para a nossa qualidade de vida.
Digam o que é que o PIB bota em cima da nossa mesa. O que essa economia e esse PIB tiram das vitrines e levam para as casas dos que pagam os seus salários, as suas bocas-ricas e a sua impunidade.
Traduzam isso em educação, em saúde pública, em hospitais, em comunicações, estradas, transportes, lazer, moradia, comida, segurança, previdência, em justiça e igualdade social; traduzam em combate à corrupção, à propina, aos mensalões, ao crime organizado estatal, ao uso e abuso da coisa pública.
Parem de resvalar em Mantega. Digam porque é mesmo que ele raspa o fundo do tacho com o fator previdenciário e não dá o devido e merecido aumento aos nove milhões de aposentados que trabalharam a vida inteira para merecer mais que um salário mínimo e agora são forçados a botar o pé na cova.
Parem com isso e aquilo. Parem de falar. Trabalhem. Trabalhem direito. Porque, cada vez que a companheirada sai do discurso, dá com os burros n'água. Parem de criar slogans, de inaugurar promessas e pedras fundamentais que não saem do lugar.
Arregacem as mangas e sejam pelo menos um arremedo dos trabalhadores que deram origem ao seu partido e a outros nanicos coalizados.
PIB! Sexta economia do mundo?!? O que é isso, companheiros?!?
Peguem essa bosta de sexta economia e vão para os quintos! Peguem esse PIB grande e aceitem as nossas mais objetivas e profundas sugestões!.
Chega de gabolices e de exibimento cretino. Todo mundo sabe que já está começando o 10° ano desse esquema de empregos para apaniguados e cabos-eleitorais sem a menor qualificação para gerir o Estado.
Todo mundo sabe que governar para vocês, companheirada, é só uma questão de satisfazer necessidades fisiológicas. Chega de usar papel.
Rasguem o papel e passem à prática. Pratiquem. Mostrem que têm um programa de governo e não apenas um plano de poder.
Descruzem os braços, tirem os fundilhos das cadeiras de comando desse regime de máfias, de Núcleos de Dominação Nacional e provem que mais do que apenas fazer saber, vocês sabem fazer.
Provem, provem. Cadê as provas, cadê?!?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O CRIME DO COCAR

Há muito venho discutindo a chamada questão indígena e não é fácil para mim dizer algo de novo. Em agosto do ano passado, sob pressão do governo, a Câmara esvaziou um projeto de lei que previa levar ao banco dos réus agentes de saúde e da Funai (Fundação Nacional do Índio) considerados "omissos" em casos de infanticídio em aldeias. Segundo o jornal, a prática de enterrar crianças vivas, ou abandoná-las na floresta, persistiria até hoje em cerca de 20 etnias brasileiras. Os bebês são escolhidos para morrer por diversos motivos, desde nascer com deficiência física a ser gêmeo ou filho de mãe solteira.
Persistiria, não. Persiste. A prática vem de longe e desde há muito é conhecida no país. A polêmica chegou ao Congresso em 2007, quando o deputado Henrique Afonso (PV-AC) apresentou projeto que previa punir servidores que não tomem "medidas cabíveis" para impedir o ritual. Eles responderiam por crime de omissão de socorro, cuja pena varia de multa a prisão por até um ano. O texto ainda classificava o "homicídio de recém-nascidos" como uma "prática nociva". Antropólogos, indigenistas e assessores da Funai pressionaram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que adiou a votação da proposta por quatro anos.
Ora, qualificar homicídio de recém-nascidos como prática nociva é eufemismo. Homicídio, em qualquer circunstância, é crime. Há alguns anos, Janer Cristaldo comentava que os indígenas brasileiros se reservam o direito de matar filhos de mães solteiras, os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal. Por não saber quem é quem, eliminam os dois.
Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
A bem da verdade, o estupro já foi descriminalizado no Brasil. Ou alguém ainda não lembra do homem que podia salvar a humanidade - como foi saudado pela imprensa americana - o cacique caiapó Paulinho Paiakan? Paiakan, em cumplicidade com sua mulher Irekran, estuprou barbaramente uma menina. Enquanto o processo se arrastava, Paulinho - são simpáticos os diminutivos! - avisou: se fosse condenado, não sairia de sua reserva. Ameaçou inclusive fazer rolar o sangue dos brancos, em caso de condenação.
Pois bem: foi condenado. Não fez rolar o sangue dos brancos mas continua em sua reserva, livre como um passarinho. A Polícia Federal, única autorizada a agir em reservas indígenas, com todo seu poder de fogo, não ousou lá entrar para buscar o criminoso. Paulinho zombou do Estado brasileiro, zombou da Justiça brasileira, zombou de sua vítima. E não houve sequer uma feminista que protestasse contra o crime hediondo. A menos que a nação caiapó já constitua um Estado independente do brasileiro - onde estupro não é crime - e ainda não tenhamos sido avisados.
No livro Ianoblefe (1994), Cristaldo cita as denúncias do antropólogo americano Napoleon Chagnon sobre as práticas ianomâmis, em cujas tribos a criança não desejada é morta após o parto.
Ao tornar público este segredo de polichinelo, Chagnon foi excluído do universo da antropologia.
Segundo a Isto É, a prática do infanticídio já foi detectada em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás matam entre 20 e 30 por ano. Mas entre os sacerdotes que vociferam contra o aborto, você não encontra um só que denuncie estes assassinatos. E tudo isto sob os olhares complacentes da Funai, que considera que os brancos não devem interferir nas culturas indígenas.
É esta mesma Funai que quer proibir a adoção de crianças indígenas pelos brancos. “Índio sofre muito fora da tribo”, dizem os antropólogos. Na tribo, conforme o caso, nem sofre: é enterrado vivo ao nascer. Ou afogado. Ou enforcado.
A reportagem da Isto É narrava a história de Amalé, indiozinho de quatro anos, que sobreviveu a um enterramento. Logo que nasceu, foi enterrado vivo pela própria mãe, que seguia um ritual determinado pelo código cultural dos kamaiurás, que manda enterrar vivo aqueles que são gerados por mães solteiras. Para assegurar que o destino de Amalé não fosse mudado, seus avós ainda pisotearam a cova. Duas horas depois, em um gesto que constituiu um desafio a toda aldeia, uma tia apiedou-se do menino e o desenterrou. Estava ainda vivo. Amalé só teria escapado da morte porque naquele dia a terra da cova estava misturada a muitas folhas e gravetos, o que pode ter formado uma pequena bolha de ar.
"Antes de desenterrar o Amalé, eu já tinha ouvido os gritos de três crianças debaixo da terra", relata Kamiru, a tia que o salvou. “Tentei desenterrar todos eles, mas Amalé foi o único que não gritou e que escapou com vida".
As práticas de eugenia são consideradas criminosas e geralmente atribuídas aos nazistas. Exceto quando praticadas pelos bugres.
A Funai, há alguns anos, divulgou uma nota explicando que esse tipo de ritual faz parte da cultura da etnia ianomâmi. "Gerar um filho defeituoso, que não terá serventia numa aldeia que precisa necessariamente de gente sadia é um grave pecado, pois este não poderá cumprir o seu destino ancestral". Para o antropólogo Ademir Ramos, a eutanásia "é uma questão já resolvida para os ianomâmis. Eles precisam de gente saudável na aldeia. Uma criança com deficiência gera uma série de transtornos aos integrantes da tribo". Então, mata.
Os jornais de 23/11 noticiaram um crime hediondo cometido no dia anterior por um índio.
Por estar carregando um cocar, o líder indígena Paulo Apurinã – uso a linguagem da imprensa – foi barrado por um fiscal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) quando tentava entrar na área de embarque do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Após discutir com policiais federais, ele acabou detido por desacato, algemado e levado à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Amazonas, por volta de 13h30. Segundo Sebastião Souza, agente ambiental federal do Ibama, "o indígena não poderia embarcar levando seu cocar, alegando que ele era feito de penas de animais silvestres e não tinham o 'selo' do Ibama".
Ou seja: matar crianças, estuprar, pode. O que não pode é carregar um cocar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OS PREJUÍZOS DO BRASIL COM O GÁS NATURAL LIQUEFEITO

O gás natural liquefeito (LNG) no Brasil pode ser obtido de algumas fontes, das nossas reservas, boa parte ainda inexploradas, principalmente na Região Amazônica, das regiões onde hoje temos apenas uma pequena produção, como em Sergipe, e a partir do gás associado. Sem contar o metano produzido por biodigestores.
O gás associado é produzido nos poços de petróleo, como na Bacia de Campos, a maior parte é queimada, isso ocorre nas plataformas, razão pela qual vemos em todas elas o flare (tocha) alto. Outra parte é reinjetada nos poços para aumentar a produção de crú.
Quando mencionamos o gás natural começamos a determinar os inúmeros problemas no Brasil, a começar pela dependência, desnecessária do gás boliviano, a perda de divisas, onde a Petrobras não apenas perdeu recursos com as refinarias estatizadas, mas também com a forma e os contratos efetuados para o transporte do gás da Bolívia para o Brasil... Tema que daria o impeachment de outro presidente da época.
Quanto ao gás brasileiro, este deveria estar sendo explorado, ou o sua exploração planejada. Como é feito, ou deveria ser feito, como ocorre na África junto a empresas principalmente francesas, temos os poços de gás, onde o mesmo é incialmente purificado, dele sendo retiradas frações pesadas, como metano, água, propano, mercaptanas e outros componentes. Isso se dá por pressão e liquefação destes componentes.
Em seguida os traços de água, metano, propano e outros gases são retirados através de leitos de peneiras moleculares, zeólitos, que adsorvem reversivamente estes produtos. A grosso modo podemos dizer que as peneiras moleculares funcionam como a sílica gel que também é um adsorvedor, no caso é muito usado em remédios, equipamentos eletrônicos e ópticos, como nas câmaras fotográficas de muitos profissionais.
Uma vez tendo o gás natural purificado este é comprimido e pelo efeito Joule-Thomson, assim como se produz oxigênio, nitrogênio e argônio a partir do ar atmosférico, é liquefeito. No caso dos derivados do ar ainda temos uma etapa posterior, criogênica, de destilação.
Resultado, temos assim próximo dos pontos de produção, veja bem, produção, o Liquefied natural gas or LNG, ou gás natural liquefeito (predominantemente metano CH4), que é transportado com facilidade para diversos pontos próximos ao consumo, onde é então vaporizado, com as frigorias aproveitadas para a produção de derivados do ar. O transporte pode ser feito por navio, chatas, ferrovia e, quando aplicável, através do transporte rodoviário. O transporte rodoviário é a última opção. Repito: O transporte rodoviário é e deve ser a última opção, pois é de todos o mais caro.
Como vemos além das denúncias do Engenheiro Vinhosa, que procedem, temos outros prejuízos que são debitados dos brasileiros e do meio-ambiente:
1. Deixamos de ter uma maior concorrência na produção de gases derivados do ar, pois as frigorias geradas poderiam ser aproveitas na sua produção, vale lembrar que o mercado destes produtos não é pautado pelo libre mercado, mas por um oligopólio quebrado por algumas empresa brasileiras, como a IBG, mas linge de ser o ideal. Neste segmento temos como um dos principais consumidores os hospitais, como o oxigênio hospitalar.
2. Deixamos de produzir o gás natural no Brasil, com a evasão de divisas para a Bolívia, hoje a principal fornecedora de cocaína, pasta de coca, crack e outros produtos similares para o Brasil, mas isso também não preocupa os brasileiros, pois a violência e as drogas não são igualmente nosso problema. Mas este assunto nos faria enveredar em outro tema, no caso a ingerência do Foro San Pablo na política do Brasil, da Argentina, da Venezuela, ... e da Bolívia, onde elegeram um índio cocalero que atua no Brasil e defende aqui seus interesses à margem da lei.
3. Temos a questão ambiental, mais grave ainda, pois boa parte do gás associado poderia, em vez de ser queimado ou subaproveitado ser disponibilizado para a produção de LNG.
4. Temos a questão do transporte de GLN, que se dá através das rodovias, quando poderia ser feito por navio ou ferrovia, com custos menores.
5. E temos um segmento onde não estamos investindo, principalmente o de geração de metano através de biodigestores, logo então iremos importar tecnologia da Alemanha ou os seus equipamentos, pois lá as pesquisas e o uso do metano está muito mais avançado.
Poderia elencar inúmeras outras vantagens, além do desenvolvimento desta tecnologia no Brasil, a de liquefação, pois no futuro deveremos ter a produção cada vez maior de metano, que é o mesmo que o gás natural, a partir de biodigestores, com o aproveitamento de nossos resíduos, como esgoto doméstico, orgânico, etc...
O futuro estaria em criarmos uma incubadora tecnológica nesta área, dos bio-digestores e de pequenas plantas de produção de LNG, assim teríamos para o futuro a produção do Gás Natural Veicular (GNV) e do gás para as usinas térmicas, que hoje complementam a nossa matriz energética.
A questão é ou seremos de fato brasileiros e defendermos nossa soberania ou nos sujeitarmos a uma pandilha que nos invade o mercado com todos os derivados possíveis das folhas de coca e que aqui igualmente sustenta um participantes de um cartel ou de uma empresas que já foi brasileira, hoje tomada como cabide político através do nepotismo e do aparelhamento do Estado.
Temos além do denunciado outros problemas: divisas perdidas para um pais que hoje nos invade com drogas e aqui destrói nossa juventude, com o aumento da violência para o qual concorre; poluição ambiental, com o aumento do efeito estufa; detrimento do livre mercado, o qual privilegia sempre o consumidor, o cidadão.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ANISTIA SE INSTALA NA CASA-DA-MÃE-JOANA

O UOL noticiou em 21/11 que a Anistia Internacional (AI) vai acompanhar de perto a situação da segurança pública nos Estados brasileiros, especialmente o fortalecimento das milícias no Rio de Janeiro, e monitorar o impacto das grandes obras para os megaeventos que o país vai receber em 2014, com a Copa do Mundo, e, em 2016, as Olimpíadas no Rio.
Sediado no Rio de Janeiro, o novo escritório da AI ainda está em fase de estruturação, mas já tem iniciado conversas com membros da sociedade civil, setores públicos e privados para ouvir as demandas e queixas de diversos segmentos.
Segundo Átila Roque, o diretor do novo escritório da organização no Brasil, a organização vai enfocar a sua atuação nas questões de segurança pública, de direitos dos povos indígenas e de direitos à moradia, assim como a contínua falta de justiça para os abusos cometidos durante a ditadura militar. "Teremos uma agenda da defesa de direitos, e, nesse sentido, grandes eixos de trabalho: uma agenda ampla de segurança pública envolvendo a situação prisional, a polícia, o Estado e a Justiça; a conexão entre desenvolvimento e direitos com reforma do espaço urbano acompanhando a agenda da Copa e Olimpíadas", disse Roque.
No âmbito do desenvolvimento, o novo escritório da AI irá também acompanhar o impacto das grandes obras de desenvolvimento sobre as populações indígenas e rurais, como a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, como Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. "São estas três áreas que sintetizam os assuntos domésticos que a Anistia vai se concentrar", anunciou o novo diretor.
Onde estamos? Uma organização internacional se instala em um país soberano e pretende assumir as funções do governo? E ninguém diz nada. Nem o governo nem a imprensa. Após a decisão da Anistia Internacional, Dona Dilma, Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Exército e polícia se tornam perfeitamente dispensáveis. Pelas declarações deste senhor, será a Anistia quem decidirá sobre a construção de hidrelétricas no país e demarcação de terras indígenas.
Ainda segundo o UOL, as milícias serão um dos pontos de grande atenção por parte dos membros da Anistia no Brasil. "É um assunto urgente. As milícias hoje são o assunto de segurança que mais desafia o Estado e a sociedade. O crime se organiza em torno de um impulso econômico que é bem mais volumoso, corrompe radicalmente o Estado por dentro, as estruturas da polícia, e tem vínculos no Legislativo. É o embrião do que pode ser considerado como uma máfia", afirmou.
Ora, eu imaginava que o país tivesse uma polícia para tratar do assunto. Pelo que me consta, até o Exército está tentando impor a lei nas favelas. Ao que tudo indica, estas questões serão agora competência da Anistia Internacional. Em qualquer país decente, a arrogância com que o representante da organização se dirige aos brasileiros seria motivo de expulsão sumária do território nacional. Em Pindorama, o tal de Roque anuncia serenamente suas intenções de governar o país.
Que país é este? Cineastas e roqueiros gringos, que sequer têm voz em seus países, sentem-se à vontade no Brasil para determinar qual será nossa política de águas, de energia, de territórios indígenas.
Ano retrasado, o diretor do filme Avatar, James Cameron, em visita ao Brasil, criticou nesta a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu. O cineasta disse que iria pedir apoio de congressistas norte-americanos na luta contra o projeto. "Esta não é uma questão só do Brasil, mas do mundo todo. Vou para Washington para conversar com senadores", disse. Em junho passado, a Anistia Internacional também pediu a suspensão do projeto de construção, tendo encaminhado o pedido, no dia seguinte, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Em novembro de 2009, o cantor britânico Sting reuniu-se em São Paulo com os líderes caiapós Raoni e Megaron Txucarramae, para chamar atenção para a questão da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Sting explicou que é estrangeiro, e que este "é um assunto brasileiro - mas de todos os brasileiros”. “Há razões econômicas para que seja construída e razões ambientais para que não seja. O povo de Raoni precisa ser parte do processo", alertou.
Estrangeiro, mas dá seu pitaco em assuntos brasileiros. Não é de hoje que Sting mete sua colher torta em questões nossas. Depois do I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), em 1989, Sting fundou com sua mulher, Trudie, a Rainforest Foundation, que, entre outros projetos, apoiou o reconhecimento oficial de terras indígenas no Xingu. A Rainforest passou a apoiar projetos no Parque Indígena do Xingu, entre eles o monitoramento dos limites do parque para prevenir invasões e o desenvolvimento de um sistema de educação bilíngue para 14 etnias que ali vivem.
Faça um esforço de imaginação, leitor. Imagine uma entidade brasileira pretendendo determinar a distribuição de territórios nos Estados Unidos ou Reino Unido. Só nesta casa-da-mãe-Joana para se admitir tais intervenções.
Há dois meses, li comentários sobre o cacique Raoni Metuktire, que recebeu o título de cidadão honorário de Paris. A capital da França, como salientava o redator, supondo que os leitores contemporâneos já não mais saibam que Paris é a capital da França. Raoni estava no país em campanha pela suspensão das obras da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A prefeitura de Paris informou que a escolha de Raoni foi feita baseada na atuação em defesa da Floresta Amazônica e dos povos indígenas do Brasil. Os franceses o consideram uma espécie de símbolo de luta pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento sustentável e pela conservação da biodiversidade. Raoni é 12º cidadão honorário de Paris. Ao receber o título, Raoni usava trajes indígenas.
Raoni, se alguém não lembra, é aquele cacique que, nos anos 80, exibia orgulhosamente aos jornais a borduna com que matou onze peões de uma fazenda.
Não só permaneceu impune, totalmente alheio à legislação brasileira, como foi recebido com honras de chefe de Estado na Europa. O papa João Paulo II, François Mitterrand e os reis da Espanha, entre outros, o receberam como líder indígena. Raoni, com seus beiços, se deu inclusive ao luxo de expor sua pintura em Paris. Um dos quadros do assassino atingiu US$ 1.600 em uma lista de preços que começava a partir de mil dólares. No final do ano passado, Raoni recebeu o título de Dr. Honoris Causa pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso).
É este assassino, que se orgulha de seus feitos, que se insurge contra uma hidrelétrica no país. Usina que foi planejada de modo a não afetar territórios indígenas. É este bruto que recebe total apoio de artistas e estadistas estrangeiros.
Nada de espantar que a Anistia Internacional se sinta plenamente autorizada a determinar qual será a política nacional, em termos de polícia, segurança ou territórios e até mesmo da organização da Copa.